Arábia Saudita é eleita para comissão que trata dos direitos das mulheres na ONU

Que tipo de interesse pode estar por trás de uma escolha dessas?

Como a votação, que aconteceu no dia 19 de abril em Genebra (Suíça), foi secreta, não é possível saber quem votou a favor ou contra os sauditas. Além disso, só houve sufrágio após um pedido dos Estados Unidos, pois, normalmente, a escolha é feita por aclamação.
Dos 54 membros do Conselho Econômico e Social da ONU, 47 votaram a favor da inclusão da Arábia Saudita. Segundo a organização UN Watch, que monitora as ações da ONU, isso significa que ao menos 15 países que se dizem promotores da igualdade entre gêneros votaram a favor da inclusão dos sauditas.
O Brasil é um dos países que fazem parte do conselho. Consultado por Opera Mundi, o Itamaraty afirmou que, em respeito ao princípio de voto secreto na eleição para a Comissão, “o Brasil, como todos os demais países envolvidos, não divulga em quais candidatos vota”.
“Escolher a Arábia Saudita para proteger os direitos das mulheres é como transformar um incendiário em chefe de bombeiros da cidade”, diz Hillel Neuer, diretor-executivo da UN Watch. Para ele, a escolha é “absurda e moralmente repreensível”… (OPERA MUNDI)

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