Canadá, México e Chile fecham acordo global do Pacífico contra o protecionismo de Trump

Todos em busca de aumentar mercados

Há um ano, praticamente ninguém acreditava ser possível. Os Estados Unidos acabavam de abandonar as conversações nas quais estavam sendo finalizados os detalhes do Acordo Transpacífico de Cooperação Econômica (TPP, na sigla em inglês), um dos principais projetos do Governo de Barack Obama, e iniciavam sua particular travessia no deserto do isolamento comercial. As probabilidades de que o acordo avançasse sem a maior potência mundial eram remotas. Mas às vezes o remoto também chega: 13 meses depois, México, Chile, Peru, Canadá e sete países da Ásia (Brunei, Japão, Malásia, Cingapura e Vietnã) e Oceania (Austrália e Nova Zelândia) selaram quinta-feira na capital chilena um dos maiores acordos comerciais do mundo. A assinatura ocorreu poucas horas antes de que o Governo de Donald Trump apresentasse seu primeiro grande decreto tarifário, que sobretaxará as importações de aço e alumínio, e em meio à renegociação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla em inglês), no qual o México e o Canadá apostam boa parte de seu crescimento econômico nos próximos anos. Além, o Mercosul, em geral mais lento para fechar acordos comerciais, também se uniu à onda começando a negociar com os canadenses. O momento não poderia ser mais simbólico para enviar uma mensagem clara: há vida além dos EUA… (EL PAÍS)

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